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Instituto Marista: 200 anos de Educação integral

 

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19/04/2017: Brasil

 

Por Fábio Machado Fernandes, Brasil Centro-Sul

Há 200 anos, o Instituto Marista vem espalhando pelo mundo seu conceito inovador de fazer e gerir Educação. Através do legado deixado por seu fundador, Marcelino Champagnat, o Instituto consegue através do “Jeito Marista”, manter suas tradições, porém, sem deixar de ser atual, buscando métodos inovadores para enfrentar os grandes desafios impostos pela sociedade.

Assim foi em cada tempo vivido pelo Instituto, que mesmo nas suas origens, quando foi idealizado e posteriormente fundado em 1817, conseguiu manter-se sólido diante de uma Revolução Francesa originada por uma grande crise institucional da monarquia, onde o caos na sociedade era eminente e impactava em todos os setores desta sociedade.

Já nesta época, Champagnat implantou um modelo de Educação que iria muito além da alfabetização de crianças e jovens, uma Educação Moderna que unia uma pedagogia inovadora e humanizada e contribuía para uma formação integral do aluno. O “Guia das Escolas”, documento do 2º Capítulo Geral do Instituto dos Irmãos Maristas de 1853, já destacava importância da formação integral com o conceito de que “a educação é a arte deformar as crianças ou, em outros termos, é o conjunto dos esforços metódicos, mediante os quais se orienta o desenvolvimento de todas as suas faculdades. Para que tal desenvolvimento seja completo, deve abranger a vida física da criança, tanto quanto a sua natureza intelectual e moral”.

A preocupação não só com as competências cognitivas na formação das crianças, mas também com as competências sociais e físicas fizeram com que, ao abrir uma Escola, Champagnat fizesse uma série de exigências para garantir assim tal formação para seus alunos. Entre elas estava a obrigatoriedade de ter áreas com espaços livres, onde os alunos pudessem praticar jogos e ginástica, além de interagirem entre si nos períodos de intervalo das aulas.

Esta é uma característica das escolas Maristas, que hoje mantém espaços de convivência e para prática de esportes no contra turno escolar, além de outras atividades complementares, fruto de um legado deixado por seu fundador que preocupava-se com a saúde de seus alunos.

Em relação às atividades complementares, neste mesmo documento o educador considera que “as crianças não pedem mais do que brincar e jogar; para elas é uma necessidade e, quando não podem satisfazê-la condizentemente, entram numa espécie de mal-estar. Os jogos põem os músculos em ação, ativam a circulação do sangue e relaxam o sistema nervoso. Eles desenvolvem, ao mesmo tempo, qualidades corporais como a destreza e a agilidade, e certas qualidades da alma, como a coragem e a lealdade, entre outras”.

Os dias de hoje não são diferentes daqueles vividos no início do Instituto Marista, que através de suas Escolas, continua há 200 anos inovando em Educação, investindo na formação de seus Educadores, fomentando o protagonismo juvenil, sem perder suas origens e seus valores, conseguindo, assim, formar cidadãos e cidadãs preparados para os desafios da sociedade moderna.

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Fábio Machado Fernandes é supervisor do Núcleo de Atividades Complementares do Colégio Marista de Criciúma

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