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Carta de Marcelino - 179

 

Br. Marcellin Champagnat
15/03/1838


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O Padre Champagnat escreve de Paris ao Irmão Francisco, pedindo-lhe que tome as providências necessárias para a autorização do Irmão Cyprien. Trata-se da autorização de lecionar na qualidade de instituteur municipal. O Irmão já tem o seu Diploma (brevet) e assim o compromisso decenal, Agora, precisa da autorização do prefeito. Sem esta autorização, outro professor civil poderá assumir o cargo, se tiver os registros em ordem.
A autorização do prefeito é sempre mais difícil de se conseguir nas cidades mais populosas, como Semur (12.000 habitantes naquela época), mais fácil em localidades menores, como Tarentaise (400 habitantes) ou mesmo La Valla (2.000 habitantes)
Na Carta de no 198, vemos que o Irmão Cyprien conseguiu felizmente a pretendida autorização.

V.J.M.J.
Paris, 15 de março de 1838, rue du Bac, 120.
Meu caríssimo Irmão François,
Recebi uma carta do Irmão Cyprien e do senhor Pároco (de Semur). Mando-lhe junto com esta uma cópia da mesma, a fim de que saiba como vão as coisas. Se puder dispensar o Irmão Jean Baptiste por uma semana, seria bom que ele fizesse uma viagem para lá e, de passagem, visitasse os estabelecimentos de Perreux e de Charlieu.
Não podemos deixar o Irmão Cyprien sem fazê-lo autorizar. Acho que é preciso fazê-lo autorizar em Tarentaise e, sem demora, ou então em La Valla, se não for possível em Tarentaise.
Quanto a Semur, desde que estão fazendo dificuldades para cumprir as condições, não podemos comprometer-nos com a permanência do Irmão Cyprien. Veja sem demora que meios é preciso tomar.
Segue a carta de n.º 60 (n.º 178 neste livro)

Digníssimo senhor Pároco:
O Irmão Diretor de lHermitage, não sabendo que minha estada em Paris seria tão longa, não me havia dado a conhecer que o senhor me tinha dado a honra de me escrever para l’ Hermitage.
Os convênios particulares feitos com o Padre Beraud, tanto quanto me lembro rezam o seguinte: No decorrer deste ano, o que se deveria ter em vista era fornecer uma hospedagem conveniente, ou construindo ou comprando uma casa já construída. (E mais:) Não podendo pagar atualmente mais do que quatrocentos francos pela fundação, o que faltasse seria pago na Páscoa. (Creio que ainda não foram pagos).
Não se falou de mandar um terceiro Irmão. As demais condições se acham no prospecto da Sociedade que deve estar em suas mãos. Essas condições são comuns a todas as paróquias que nos pedem Irmãos. O senhor há de compreender, digníssimo senhor Pastor, que nos seria absolutamente impossível abater a menor quantia, tendo já feito uma redução que permite ficar apenas com o estrito necessário.
Não acha o senhor que nossos Irmãos, com a ocupação que têm, merecem ganhar do que se alimentar e vestir? Fizemos o abatimento de um terço daquilo que é concedido aos excelentes Irmãos das Escolas Cristãs, imagino que com isso não fazem grandes economias. Não entra em conta a passagem que têm que pagar, quando vêm a lHermitage para o retiro, e que deveria ser reposta.
Se estas condições não lhe servem, tenha a bondade de nos avisar o mais cedo possível.
Eu havia predito ao Padre Beraud que o Padre Bonnardel morreria dentro em breve, que ele próprio, Padre Beraud, seria transferido, antes que o estabelecimento pudesse prescindir de seu fundador, e que, nós então, nos veríamos obrigados a retirar os Irmãos.
Bem, quanto a isto, sabemos muito bem onde colocá-los.
O senhor conta com seus paroquianos. Eles não vão fazer é nada!.
A medida, como o senhor mesmo diz, falhou. Faço votos que o senhor acerte. Vamos ter paciência por alguns dias.

P.S. Um Irmão que fosse preciso mandar a mais, só por causa dos alunos internos, não ficaria a cargo do município.”
Penso que haverá menos dificuldade em conseguir a autorização do Irmão Cyprien em Tarentaise. Também estaremos mais livres para dispor dele. Não perca tempo, você sabe o que cumpre fazer. Talvez não seja preciso que ele se apresente, contanto que você tenha o diploma (brevet) dele.
Eu estava pensando em Izieux e em Couzon; nestes diferentes lugares, há outras formalidades a cumprir antes.
Ainda não sei em que ponto me acho no que diz respeito às tentativas feitas. Pela tarde, irei fazer algumas visitas, pode ser que colha então alguma notícia.
Acabo de chegar da residência do senhor Pillet, encarregado das Escolas Primárias. Anuncia-me que nosso processo foi analisado terça-feira no Conselho Universitário o qual deu um parecer favorável. Pensa que o Ministro vai decidir-se a solicitar um decreto ao Rei. A coisa está por demais bonita, por demais resolvida, para que não pinte algum empecilho. Embora o tempo me custe a passar aqui em Paris, ficaria contentíssimo se pudesse ir celebrar a Festa da Páscoa em lHermitage. Deus nada recusa à oração fervorosa e perseverante.
Por carta, o senhor Ardaillon me notifica que o Conselho Universitário acaba de examinar o nosso pedido o qual, de imediato, deverá passar diante do Comitê do Interior. Nunca até agora me falaram deste Comitê. O que eu estava esperando, isto sim, é que passaria pelo Conselho de Estado. Creio que o senhor Pillet está bem a par, pois é da competência dele. A mais disso, como você sabe, o parecer dele é antes favorável. Digamos mais uma vez: Será como Deus quiser. Que seja feita sua santa vontade!
O que me entristece são os que a convocação atinge neste ano. Dizem-me o seguinte: Não há esperança que possam beneficiar-se do decreto, que é posterior ao sorteio. Informe os pais para que possam tomar suas precauções.
Quinta-feira próxima terei novos informes, logo os transmitirei.
O senhor Ardaillon me está dizendo sempre que eu posso ir embora, mas muitos outros me aconselham a não abrir mão do meu intento, tudo depende muitas vezes de uma simples visita, da presença do solicitante. Concordo com este parecer, embora isto me custe.
Adeus, meus queridos Irmãos, trago-os todos com muito carinho no meu coração. Não peço suas orações, elas me são devidas.
Champagnat, sup.
dos I. de M.

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