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Carta de Marcelino - 182

 

Br. Marcellin Champagnat
22/03/1838


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O Irmão François já deve estar desejando que o Padre Champagnat volte de Paris. Não pode estar adiando indefinidamente pedidos que lhe chegam de diversas localidades, dizendo: Aguardem, o Padre Superior está ausente; só quando ele voltar de Paris, onde foi tratar da autorização do Instituto. Com ele decidiremos.
Há na carta alusões a vários casos ocorridos em lHermitage. Estando longe, o Padre não pode ditar as diretivas precisas, exigidas para cada circunstância, mas interessa-se por tudo o que lá acontece. Por exemplo:
- o caso do Sr. Genas, um dos velhinhos assistidos pelos Irmãos;
- e Finaz, o tabelião, que deve dar um parecer sobre a questão do caseiro da Grange-Payre (cf. Carta no 172);
- são os serviços do pedreiro Marcelino LACHAL que é preciso pagar condignamente, mas. quanto? terá perguntado o Irmão François;
- e alguma estripulia do Irmão Sisoés a quem o Padre proibiu por algum tempo de usar batina; que fique de castigo mais algum tempo;
- O sobrinho Philippe ARNAUD é aquele moço que vinha tomar lições de latim com Champagnat, em 1821 em La Valla. Depois largou o latim e os estudos e virou marceneiro. Veio trabalhar em lHermitage em 1828. Foi visto ainda forte e sadio, aos 80 anos, em Izieux, em 1885,” anota o Irmão Paul Sester.

V.J.M.J.
Paris, 22 de março de 1838. Missões Estrangeiras, Rue du Bac, 120.
Meu caríssimo Irmão,
Acabo de dar mais uma saída de manhã e de tarde. Neste momento, chego de uma visita ao senhor Pillet, chefe de seção, com o qual ficam amontoados tantos processos. Segundo o que me disse, ele estaria para redigir o Decreto que passará pelo Conselho de Estado e de lá iria ao Rei. Imagino que talvez se precise esperar um mês antes que tudo seja concluído, a julgar pelo tempo que se gastou até hoje. Estou suspirando, fazendo votos e não pedindo outra coisa.
Acabam de me convidar para visitar esta e aquela curiosidade de Paris. Não posso aceitar. Nada me dá prazer, nada me agrada, a não ser que me ajude a conseguir o que estou querendo.
Bendito seja Deus, que seja feita sua santa vontade! Se este Decreto devesse tornar-se funesto à salvação de nossas almas, que Deus o afaste de nós. Rezemos, rezemos e em tudo não procuremos nem queiramos senão a santa vontade de Deus!
O senhor Lachaize diz ao senhor Ginot, prefeito de La Valla, que aposta dez contra um que vamos ser atendidos.
Continuo de boa saúde; faço votos que você e também os Irmãos da casa passem bem sob todos os aspetos. Não estou com muita esperança de voltar a lHermitage antes da Páscoa. Na expectativa, procure arrumar tudo do melhor modo possível.
Não vou responder às várias perguntas que me fez em sua última carta, a respeito do caseiro. Penso que você recebeu minha última carta. Se não é permitido que venda o feno, menos ainda será permitido que venda o esterco. Quanto ao mais, veja o juiz de paz, caso o senhor Finaz não queira tomar uma decisão; ou outra pessoa.
Com respeito às promessas de novos estabelecimentos, bem vê que já fizemos demais. Fale com o Padre Terraillon, consulte-o um pouco. Quando não se está pessoalmente, por carta a gente enxerga muito mal.
No caso do senhor Genas e do asilo, se você ficar esperando por uma visita minha, o mal poderá ter ficado sem remédio.
Mil recomendações aos Padres e aos Irmãos, a toda a casa. Que Jesus e Maria o ajudem, meu caro Irmão, compadeço-me de você.
Recebi tudo o que você confiou ao senhor Ginot para me ser entregue. Ele me demonstra boa vontade para agir, mas não consegue ir mais alto do que eu. Há gente demais em Paris.
Diga ao Irmão Stanislas que mande Philippe fazer umas cadeiras para o dormitório, algumas mesinhas para os quartos.
Para o Lachal, eu entendo que lhe seja pago tanto quanto lhe paga seu patrão, no mínimo. Quanto ao Irmão Sisoés, deixe comigo a incumbência de lhe restituir o hábito. Para o caseiro, disse na carta precedente o que tinha que dizer. Estou muito sensibilizado pelos sentimentos que ele manifesta para comigo.
Eu abraço a todos nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria.
Champagnat

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