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Ocristianismo prático de Marcelino Champagnat

 


Seán D. Sammon -



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Algumas semanas depois da morte do Cardeal José Bernardin, vítima do câncer, sua médica disse o seguinte a respeito desse homem: “Logo me senti atraída por ele”. Enquanto pelejava na procura do porquê dessa atração tão rápida do finado Arcebispo de Chicago (EUA), a doutora se encontrou diante de um dilema: O que é que atraía tanto: sua natureza amável, sua inteligência aguda, ou seu engenho? Com o tempo, deu-se conta que eram outras as qualidades que faziam com que Bernardin sobressaísse entre seus muitos pacientes. Tais qualidades eram: a honestidade, a coragem e a grande fé. “No fim de tudo, somente me pediu que fosse sincera com ele.”

O último encontro da doutora com o Cardeal diz tudo: “Quando o vi na sexta-feira anterior à sua morte, disse-lhe que morreria antes do Natal”. Ele simplesmente respondeu: “Estou preparado”. Prometi dizer-lho quando estivesse pertinho da morte. Ao vê-lo, três depois, notei que havia piorado. Por isso disse-lhe: “Está muito perto, morrerá esta semana. O senhor está de acordo?”. Ele respondeu: “Se for preciso, estou preparado”. Uma paz interior como a que mostrou José Bernardin não acontece assim simplesmente, deve ser cultivada durante toda a vida.

Entre o falecido Cardeal e Marcelino há muito em comum. A paz interior, que tanto marcou os últimos anos de Bernardin, foi também evidente na vida do Fundador dos Irmãozinhos de Maria, um grupo conhecido mundialmente como IRMÃOS MARISTAS.
A adversidade e a enfermidade ajudaram a dar forma à espiritualidade do Cardeal. Vários outros elementos se juntaram para formar o CRISTIANISMO PRÁTICO que caracterizou a espiritualidade do P. Champagnat.

Marcelino queria bem aos os jovens. Estes, por sua vez, encontraram nele entusiasmo e energia contagiantes. Quais os fatores que alimentaram em Marcelino a paixão pela vida e lhe moldaram a espiritualidade? A consciência da presença de Deus, a confiança inquebrantável na proteção de Maria, e as virtudes da simplicidade e humildade.

O testamento espiritual de Marcelino, embora a escrita não seja dele, expressa os sentimentos de seu coração, pormenoriza a espiritualidade de seus IRMÃOZINHOS. Disse-lhes: “Perseverem fielmente no santo exercício da presença de Deus, alma da oração, da meditação e de todas as virtudes. A humildade e a simplicidade sejam sempre as características dos Irmãozinhos de Maria. Mantenham-se em muito espírito de pobreza e desapego. Que uma devoção terna e filial à Boa Mãe os inflame sempre e em qualquer situação. Sejam fiéis à vocação, prezem-na e nela perseverem corajosamente”.

A origem da espiritualidade de Marcelino não deve ser buscada num mosteiro; pelo contrário, é uma espiritualidade que tem suas raízes no povo. Nada houve de mesquinho no Fundador dos Irmãos Maristas: tomou a sério o Evangelho. Não surpreende, portanto, que a obediência e o amor sejam as duas virtudes que recomendou a seus primeiros discípulos. Realmente, são a base da comunidade. A obediência é seu fundamento; o amor enlaça todas as virtudes e as torna perfeitas. O amor não deveria ter limite. Marcelino amava seus Irmãos: da parte deles não esperava menos, um para com o outro.

O jovem Fundador tinha 28 anos quando convidou seus primeiros discípulos. Deu a seus Irmãozinhos uma missão bem clara: “Tornar Jesus Cristo conhecido e amado, evangelizando e educando os jovens, particularmente os mais necessitados”
Sabia que, aos jovens, em primeiro lugar é preciso demonstrar-lhes amor. Esse princípio guiava sua vida e todo o seu trabalho. Esperava que seus Irmãos, e quantos abraçassem esse cristianismo, fizessem o mesmo.

Durante sua vida de sacerdote, gostava de dizer: “Para educar bem as crianças é preciso demonstrar-lhes amor igualmente a todas”. A virtude da caridade devia ser não somente o fundamento da vida comunitária, mas também o método distintivo da evangelização e educação maristas. Foi o método de Maria com Jesus: agora deverá ser o método de todos aqueles que seguem o sonho que tanto cativou o coração desse coadjutor da campanha e de seus primeiros Irmãos.

Em maio de 1789, Marcelino nascia num mundo que começava a convulsionar-se com mudanças tremendas. O mundo que deixou 50 anos depois havia visto a paz e a guerra, a prosperidade e os apuros, a morte de uma Igreja e o nascimento de outra. Homem de seu tempo, lassumiu toda a grandeza e as limitações do seu povo. O sofrimento o temperou, os contratempos o fortaleceram, a determinação o impeliu, e a graça o ajudou a ultrapassar as suas circunstâncias.

Marcelino Champagnat era um sacerdote da Sociedade de Maria, superior e fundador dos Irmãozinhos de Maria. Foi também apóstolo da juventude e um exemplo de cristianismo muito prático. Foi homem e Santo de seu tempo e época. Continua a sê-lo também para nosso tempo.

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